[Livros Leituras] Ainda Ramos Rosa, um poeta da liberdade
Obra Poética III reúne, em conjunto com os dois anteriores volumes, toda a poesia édita daquele que foi um dos grandes poetas portugueses do século XX. Um militante acérrimo dessa forma de liberdade chamada poesia, António Ramos Rosa foi também um forte opositor político ao regime de Salazar, sofrendo as consequências da prisão política. Contudo, nem mesmo os anos de democracia o demoveram de a procurar permanentemente: «O que é que vibra ainda? Será a liberdade?» E ainda que vivendo num mundo de muitas ilusões e falsas promessas, «Será a liberdade apenas um nome e um anseio?», Ramos Rosa assegura-nos, «Mas a palavra oferece-nos a liberdade».
Segundo nota enviada às redações, nestas quase três mil páginas somadas, com edição de Luis Manuel Gaspar, é-nos possível explorar todos os lados desta poesia. Como nos diz Rosa Maria Martelo, num posfácio aqui incluído e que se debruça sobre os três volumes: «Não conheço outra poesia que se organize tão insistentemente em torno da formulação de perguntas, de uma espécie de maiêutica interna. Quem percorre a Obra Poética de António Ramos Rosa depara-se muitas vezes com frases interrogativas, versos que terminam com um ponto de interrogação, poemas que partem de uma pergunta ou de uma série de perguntas, livros que se organizam em torno de uma só questão exaustivamente tratada.»
Obra Poética III já se encontra em pré-venda e chega às livrarias a 13 de novembro, com edição da Assírio & Alvim, uma chancela do Grupo Porto Editora.



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