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Memórias do Teatro da Cornucópia com estreia a 26 de março

Memórias do Teatro da Cornucópia com estreia a 26 de março

Memórias do Teatro da Cornucópia, um filme de Solveig Nordlund com distribuição da Real Ficção, estreia no dia 26 de março. Lisboa, Porto, Coimbra, Viseu e Açores (S. Miguel) são as cidades que vão receber um documentário que conta os 43 anos de histórias que se viveram no Teatro da Cornucópia.

Memórias do Teatro da Cornucópia, um documentário, realizado por Solveig Nordlund, relatado por Luís Miguel Cintra e Cristina Reis, é um retrato daquele que foi, durante 43 anos, um reputado símbolo do teatro interventivo português. O rasgo da Cornucópia surgia na obscuridade fascista para combater no palco a ditadura. Entre os clássicos, nasce e morre um projeto, mas permanece icónico um rosto: Luís Miguel Cintra, que partilhou a sua arte com a permanente cumplicidade da cenógrafa Cristina Reis. Juntos, guiados por imagens, dão o seu testemunho contando esta história, conforme revela nota enviada às redações.

Para Solveig Nordlund, realizar este documentário foi um processo natural, na medida em que teve uma relação muito próxima com o Teatro da Cornucópia, referindo que “conheço a Cornucópia desde sempre. Com o encerramento da companhia e sabendo que tinham um arquivo com muito material filmado, era natural que propusesse fazer este documentário.”

Sobre o filme Memórias do Teatro da Cornucópia, Luís Miguel Cintra menciona que “a Solveig, que foi sempre do cinema, assistiu de dentro a bocados das nossas vidas e foi testemunha do que se passou no princípio da vida do Teatro da Cornucópia, e diante disso tanto viu mais, que fez em imagens a recriação em filme de uma peça de teatro, que tanto acreditou que o cinema podia fazer o que não é só imagem, podia reinventar o que se passou num cenário com um ator a fingir. Fez Música para Si com a Isabel de Castro. E percebi que outras pessoas que se preocupavam tinham querido, queriam, deixar testemunhos da verdade que vivemos. Linda Gomes Teixeira, o Luís Santos, até a própria Cristina, conservaram o que puderam daquilo que foi filmado, mas deixaram dispersos muitos fragmentos de cinema encontrados nas atualidades e reportagens das estreias para a RTP. A Solveig talvez nem sempre pareça mas é exemplarmente teimosa e afetiva. Ela, não sei como, conseguiu encontrar bocados de vida, pedaços de filmagens variadas, que mais que imagens, ela transformou numa revelação: a vida que a gente deixou dentro do que fez, coincidindo afinal com memórias minhas e por certo dos outros com quem partilhei a vida. Ainda bem. Dá conta do mais importante de uma maneira de ser que ela conheceu e que tornou em cinema. Montou uma constelação de memórias que transbordam amizade, lealdade, inocência, e que gosto de sentir.”

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