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11º Festival Internacional de Órgão expande-se

11º Festival Internacional de Órgão expande-se

Depois de 10 edições realizadas em igrejas e monumentos históricos de Santo Tirso e Famalicão, o FIO – Festival Internacional de Órgão, evento cultural único no país, expande-se na 11ª edição a Guimarães, cidade com património organístico de relevância internacional. Como um fio, festival volta a conectar territórios, património e pessoas. Este ano realiza-se entre 16 e 31 de maio em igrejas e monumentos históricos das três cidades, envolvendo 41 artistas de quatro países. A entrada é gratuita, apenas limitada às capacidades dos espaços.

O FIO organiza recitais de órgão solo, órgão e canto e/ou instrumentos solistas, órgão e orquestra, órgão e dança, entre outras performances culturais. O FIO alcançou já mais de 6.500 espetadores ao vivo e cerca 15 mil pelas redes sociais.

Organizado pela Tagus – Atlanticus Associação Cultural e pela empresa JMS Organaria, o festival, que arrancou há mais de uma década com um organista, dois organeiros e uma cantora lírica, tem reforçado a diversidade artística, incluindo organistas, cantores, ensembles orquestrais, valorizando sempre o órgão em diálogo com diferentes formações.

Esta evolução permite combinar tradição e inovação e promover experiências musicais únicas e internacionais. Talvez por isso se venha verificando uma diversificação progressiva do próprio público, que atualmente inclui tanto apreciadores de música clássica como novos espetadores interessados na experiência do órgão em diferentes propostas musicais.

Rodrigo Teodoro de Paula, diretor artístico do FIO destaca, em nota enviada às redações,  o modo como “de uma forma descentralizada e democrática, o festival oferece uma programação artística de alta qualidade, com a participação de prestigiados músicos nacionais e internacionais”.

A unicidade deste festival deve-se em grande parte ao instrumento que é seu protagonista. Conhecido como o Rex Instrumentorum (o Rei dos Instrumentos), nenhum outro é tão complexo, tão completo e tão diverso. Um violino tem sempre quatro cordas, um piano 88 teclas. Um órgão pode ter um ou vários teclados, de 24 até 56 teclas aproximadamente, uma pedaleira ou não, poucos ou mais de uma centena de registos e tantas combinações e variações que podemos dizer que até ao século XIX praticamente não há órgãos iguais. Pode ainda ser um instrumento solista ou de acompanhamento, um instrumento litúrgico ou de concertos, pode ser fixo ou portátil, medieval, renascentista, barroco, romântico ou contemporâneo e, consequentemente, existe repertório para todos os tipos de instrumentos.

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