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Concerto da Orquestra de Câmara Darcos no âmbito da “Temporada Darcos 2026”

Concerto da Orquestra de Câmara Darcos no âmbito da “Temporada Darcos 2026”

No âmbito da “Temporada Darcos”, o Hotel Dolce CampoReal by Wyndham (situado na freguesia do Turcifal, concelho de Torres Vedras) acolhe no próximo dia 10 de maio, pelas 17h00, um concerto da Orquestra de Câmara Darcos, o qual contará com a participação do violinista Jordan Hadrill.

Dirigido pelo maestro Nuno Côrte-Real, esse concerto terá o seguinte programa, de acordo com nota enviada às redações:

Nuno Corte-Real (1971)

Concerto para Violino e Orquestra In Memoriam Luigi Nono op. 10 B (estreia absoluta da versão para orquestra de cordas)

I. Gioco del silenzio

II. Perpetuum mobile

III. Litania

J. S. Bach (1685 – 1750)

Concerto para violino e orquestra e m Mi maior, BWV 1042

I. Allegro

II. Adagio

III. Allegro assai

pausa

E. Grieg (1843 – 1907)

2 Melodias Elegíacas, Op. 34

I. O coração ferido

II. A última primavera

B. Herrmann (1911 – 1975)

PSYCHO – suite para orquestra de cordas

I. Prelude

II. The City

III. The Rainstorm

IV. The Madhouse

V. The Murder

VI. The Swamp

VII. The Water

VIII. The Stairs

IX. The Knife

X. The Cellar

XI. Finale

Relativamente à primeira obra do programa, é de referir que a mesma é resultado de uma encomenda (2000) do Centro Cultural de Belém, tendo sido originalmente escrita para um ensemble instrumental (cordas, sopros, piano e percussão) e, posteriormente, adaptada para orquestra de cordas, versão que será estreada no próximo concerto da “Temporada Darcos”. Trata-se de uma homenagem ao compositor italiano Luigi Nono (1924-1990), figura destacada da vanguarda musical europeia da 2.ª metade do séc. XX. Em Concerto para Violino e Orquestra In Memoriam Luigi Nono op. 10 B, no 1.º andamento, Gioco del silenzio [Jogo do Silêncio], ressoa a famosa frase do compositor veneziano “Entrei, e continuo a entrar, em muitos labirintos de dúvida e incerteza, arriscando o silêncio”, a que se segue o 2.º andamento, Perpetuum mobile [Movimento Perpétuo], que recupera o título da obra de Arvo Pärt, escrita em 1963, e dedicada a Nono, terminando a composição com a dolente Litania [Ladaínha].

Já no que concerne à segunda obra do programa do quinto espetáculo da “Temporada Darcos 2026”, é de referir que, embora se desconheça o ano e o local de composição da mesma, é comummente aceite que terá sido escrita por Johann Sebastian Bach (1685-1750) entre 1717 e 1723, período em que era Kapellmeister da Corte de AnhaltKöthen. Relacionado com esse Concerto para violino e orquestra em Mi maior, BWV 1042, de Bach, é de mencionar que, ao contrário do que era prática no espaço cultural alemão, este compositor adotou o modelo de concerto veneziano (três andamentos, rápido-lento-rápido), em que o 1.º andamento vive do diálogo constante entre o instrumento solista e a orquestra (ritornello), o 2.º constitui-se como momento de exacerbado lirismo e o 3.º andamento como momento de exibição do virtuosismo do solista, assente num ritmo ternário, próximo de uma dança.

Relativamente às Duas Melodias Elegíacas, op.34, para orquestra de cordas, é de referir, por seu lado, que foram escritas em 1880, por Edvard Grieg (1843-1907), sendo dedicadas a Heinrich von Herzogenberg (1843-1900), partindo de duas das 12 Melodias, op.33, para voz e piano (também da autoria de Grieg), com poemas do poeta norueguês Aasmund Olavsson Vinje (1818-1870).

O próximo concerto da “Temporada Darcos” chegará ao seu término com a interpretação de uma obra da autoria de uma figura incontornável da composição para cinema: Bernard Herrmann (1911-1975), natural de Nova Iorque, mas de ascendência ucraniana, que passou à História como o autor da banda sonora do inquietante filme Psycho (1960) de Sir Alfred Hitchcock, da qual se destaca os seus lendários motivos estridentes da cena do esfaqueamento. Será apresentada a versão revista dessa banda sonora – a suite Psycho: Uma Narrativa para Orquestra de Cordas, escrita em 1968.

O concerto da Orquestra de Câmara Darcos com o violinista Jordan Hadrill será também realizado no Museu do Dinheiro, em Lisboa, no dia 9 de maio, pelas 19h00.

As entradas para se assistir ao mesmo são gratuitas, mas no caso da sua apresentação neste último local requerem inscrição prévia que deve ser efetuada pelo email: info.darcos@gmail.com.

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