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Conferência online de Fritz Neumeyer “Mies Van der Rohe

A conferência de encerramento do programa paralelo da Exposição “Souto Moura – Memória, Projectos, Obras” é dedicada ao tema “Mies Van der Rohe. Outside the Bauhaus” e estará a cargo de Fritz Neumeyer, teórico fundamental sobre o arquiteto alemão/americano. O evento online conta com a presença de Eduardo Souto de Moura, Francesco Dal Co e Nuno Graça Moura, curadores da exposição, e Nuno Sampaio, Diretor-executivo da Casa da Arquitectura.

De acordo com nota enviada às redações, a conferência acontece já no próximo dia 27 de março, entre as 17h00 e as 19h00, e será transmitido em direto na página de Facebook Casa da Arquitectura. Será proferida em Inglês, sem tradução.

“Outside the Bauhaus” pode ser entendido literalmente: não só porque a arquitetura de Mies não tem muito em comum com a chamada arquitetura Bauhaus mas, em particular, porque a partir de 11 de abril de 1933, quando os nazis fecharam a Bauhaus de Berlim e selaram o prédio, Mies e os seus alunos não puderam entrar mais no prédio. Como uma espécie de substituição do ensino proibido, Mies levou os seus alunos, no Verão de 1933, a viajar de barco para visitar lugares como o famoso Charlottenhof de Schinkel e o Paretz de Gilly.

Obviamente, para Mies a arquitetura moderna não se restringia apenas ao século 20, e queria transmitir isso aos seus alunos Bauhaus. Depois de as negociações de Mies com o governo nazi para a reabertura terem fracassado e de Mies finalmente ter desistido, em julho de 1933 ele convidou alguns dos seus alunos para acompanhá-lo, junto com Lily Reich, a Lugano, na Suíça, para aulas particulares.

Nesse contexto foi esboçado o projeto mais extraordinário de Mies para uma Casa nas Montanhas. – Fritz Neumeyer

A grande exposição monográfica “Souto de Moura – Memória, Projectos, Obras” esteve patente na Casa da Arquitectura até 7 de março, contabilizando 33 918 visitantes e 4 071 participações no Programa Paralelo. A Nave Central da Casa da Arquitectura dá lugar, a 8 de maio, à mostra “Radar Veneza: Arquitetos Portugueses na Bienal 1975-2021″, com curadoria de Joaquim Moreno e Alexandra Areia, que, tal como o nome indica, propõe uma viagem reflexiva sobre a participação portuguesa ao longo dos seus 45 anos de existência.

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