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“Framing Britney Spears” e uma história ainda por contar

“Framing Britney Spears”, é uma importante investigação levada a cabo pelo New York Times, à volta da artista pop que marcou o mundo adolescente dos anos 90. A forma como o seu pai “tutelou” a sua vida pessoal e financeira, o verdadeiro pesadelo enfrentado e a luta dos fãs para conseguir regastar a liberdade da artista, com o movimento “Free Britney”.

Texto Irene Mónica Leite

Volvidos 12 anos desde que Britney não pode gerir a sua vida a todos os niveis, sendo controlada pelo pai, Jamie Spears, e com o movimento “Free Britney”, desencadeado pelos fãs, finalmente a artista começa a ver a luz do tunel.

O documentário, de forma inteligente, coloca o dedo na ferida: se Britney está incapaz de gerir a sua própria vida, como pode gerir a sua carreira e concertos de forma tão clara e eficaz? E porque não poderia escolher um advogado? Estava assim mesmo tão incapaz?

‘Framing Britney Spears’ “recorda as luzes e as sombras da trajetória da cantora, incluindo a sua etapa de maior popularidade nos anos 90 e 2000, abordando a série de acontecimentos que levaram a que em 2008 perdesse o controlo da sua vida e passasse a ser tutelada a partir dessa altura pelo seu pai (Jamie Spears)”.

De acordo com os testemunhos neste documentário, Jamie nunca cultivou grande ligação com a filha, ganhando mais proximidade para assumir o controlo da vida da filha, incluindo, claro, o dominio financeiro, até porque a sua equipa de advogados é paga pela filha, o único membro da familia Spears com grande património.

A realidade pura e dura é que aos 39 anos, Britney Spears “não pode dispor livremente do seu dinheiro ou assinar nenhum documento sem autorização prévia, o que a levou a uma árdua batalha judicial contra o pai”. O trabalho do The New York Times “explora a base legal da tutela, assim como os requisitos que devem cumprir tanto Spears como os tutores designados pelo tribunal”.

A ex-executiva de marketing da Jive Records, Kim Kaiman, explica como a sua imagem da estrela popm foi cultivada depois que Britney assinou um contrato discográfico, e descreve Jamie como sendo desconectado da vida de sua filha desde cedo. “A única coisa que Jamie me disse foi: ‘A minha filha vai ser tão rica que vai-me comprar um barco’,” diz Kaiman.

Por outro lado, a “lavagem de roupa suja”, com Timberlake, que utilizou como arma a sua mágoa para com Spears no vídeo da canção “Cry Me a River”, para além de numa entrevista ter entusiasticamente reconhecido ter feito sexo com ela, ciente das exposições de vida privada que tal poderia acarretar.

O assédio dos papparazi acaba também por ser abordado e devidamente contextualizado, conseguindo constatar a bomba relógio que a artista vivia diariamente.

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